Palestra sobre cianobactérias e cianotoxinas

Na tarde do dia 16 de abril de 2021 os alunos do 10ºB e do 12ºC da ESAG assistiram a uma palestra por videoconferência sobre Cianobactérias e Cianotoxinas, dada pela Drª Rita Mendes, investigadora do CIIMAR. Esta palestra foi realizada no âmbito dos Projetos Ciência Viva, Ecoescolas e do Projeto Rios, ao qual a escola aderiu.

No início a Dª Rita, começou por referir um pouco do seu percurso escolar e como se apaixonou pela investigação de cianobactérias.

As cianobactérias são seres procariontes fotossintéticos cujo aparecimento na Terra começou há mais de 3 mil milhões de anos. Existem em sistemas terrestres ou aquáticos podendo sobreviver em vários tipos de climas. Caso ocorra um crescimento descontrolado das comunidades de cianobactérias, a qualidade da água nesse local pode ficar comprometida pois poderá ocorrer a libertação de cianotoxinas para o meio. Estas cianotoxinas são metabolitos produzidos no interior das cianobactérias, posteriormente libertados quando a célula morre. A acumulação das cianotoxinas ao longo das cadeias tróficas pode ser responsável por altas taxas de mortalidade e morbilidade entre animais e humanos. Deste modo, é importante que a monitorização da água seja um aspeto a considerar. O processo de monitorização deve incluir a recolha de amostras, a preparação das amostras (utilizando métodos moleculares-filtragem ou métodos analíticos- análise das toxinas intra e extracelulares), a análise de espécies (que consiste na extração do DNA pretendido e na confirmação da presença do DNA), a quantificação das toxinas (recorrendo a testes químicos- cromatografia líquida ou a testes imunológicos- utilização de anticorpos e de antigénios) e a análise de resultados. Assim, uma boa monitorização das águas pode prevenir a elevação dos níveis de toxicidade evitando a sua acumulação ao longo das cadeias tróficas.

A palestra suscitou aos alunos a formulação de algumas perguntas:

Como é que as cianobactérias se espalham tão rapidamente?
Qual é o gene que codifica as toxinas produzidas pelas cianobactérias?
O que podemos fazer para que esta água poluída volte ao normal?
Diferentes espécies de cianobactérias afetam de diferente forma o mesmo ambiente?
Que forma de sensibilização da população será a mais adequada?
E é assim que a ciência evolui! Com a curiosidade, muitas vezes suscitada por uma simples palestra.

Alunos do 10B e do 12ºC