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Memória de João Baptista da Silva Leitão de Almeida Garrett

Nasce no Porto em 1799.

Filho segundo do selador-mor da Alfândega do Porto, acompanhou a família quando esta se refugiou na Quinta do Sardão, em Vila Nova de Gaia, onde tomou contacto com a literatura popular, de que foi um grande divulgador, pelas histórias que as amas lhe contavam. Posteriormente foi para os Açores, onde a família tinha propriedades. Em 1816, tendo regressado a Portugal, inscreveu-se na Universidade de Coimbra, na Faculdade de Leis, onde entrou em contacto com os ideais liberais. Organiza uma loja maçónica, que será frequentada por alunos da Universidade como Manuel Passos. Em 1818, começa a usar o apelido Almeida Garrett, nome da sua avó paterna, que veio para Portugal no séquito de uma princesa.

Participa entusiasticamente na revolução de 1820. Enquanto dirigente estudantil e orador, defende o vintismo com ardor escrevendo um Hino Patriótico recitado no Teatro de São João. Em Coimbra, publica o poema libertino O Retrato de Vénus, que lhe vale ser acusado de materialista e ateu, assim como de «abuso da liberdade de imprensa», sendo absolvido em 1822. Torna-se secretário particular de Silva Carvalho, secretário de estado dos Negócios do Reino. No fim do ano, casa com Luísa Midosi.

A Vilafrancada, nome dado ao golpe militar de D. Miguel que, em 1823, acaba com a primeira experiência liberal em Portugal, leva-o para o exílio em França. É amnistiado após a morte de D. João VI, reocupando o seu lugar na Secretaria de Estado. Em outubro começa a editar «O Português, diário político, literário e comercial», sendo preso em finais do ano seguinte. Libertado, volta ao exílio em junho de 1828, devido ao restabelecimento do regime absoluto por D. Miguel. Em julho de 1832, participa na expedição liberal que desembarca no Mindelo e ocupa o Porto, onde é reintegrado como oficial na secretaria de estado do Reino. Exerce, posteriormente, funções diplomáticas em Inglaterra, França e Bélgica, nem sempre com o apoio dos governos cartistas, o que o leva a envolver-se com o Setembrismo, dando assim origem à sua carreira parlamentar.

Em 1836 é incumbido de apresentar uma proposta para o teatro nacional, o que faz propondo a organização de uma Inspeção-geral dos Teatros, a edificação do Teatro D. Maria II e a criação do Conservatório de Arte Dramática. Os dois anos seguintes são preenchidos nas discussões políticas que levarão à aprovação da Constituição de 1838 e à renovação do teatro nacional. É nomeado cronista-mor do Reino.

Em 1841 enfrenta o ministro António José d’Ávila, num discurso a propósito da Lei da Décima, o que implica a sua passagem para a oposição e o leva à demissão de todos os seus cargos públicos. Em 1842, opõe-se à restauração da Carta proclamada no Porto, por Costa Cabral. Eleito deputado nas eleições para a nova Câmara dos Deputados cartista, recusa qualquer nomeação para as comissões parlamentares. No ano seguinte ataca violentamente o governo cabralista.

Participa na Associação Eleitoral, dirigida por Sá da Bandeira, assim como nas eleições de 1845, onde foi um dos 15 membros da minoria da oposição na nova Câmara. Em 1846, proferiu um discurso em que considerava a minoria como representante da «grande nação dos oprimidos», pedindo a demissão do governo e a convocação de novas Cortes. Apoia a revolução de Maria da Fonte e a Guerra Civil da Patuleia. Amigo pessoal de Alexandre Herculano passa uma breve temporada na sua casa de Lisboa. Subscreve com mais de 50 outras personalidades um Protesto contra a Proposta sobre a Liberdade de Imprensa, mais conhecida por «lei das rolhas». A vitória cartista e o regresso de Costa Cabral ao governo afastam-no da vida política. Com o fim do Cabralismo e o começo da Regeneração, é consagrado oficialmente e nomeado para o exercício de vários cargos, tendo sido agraciado com o título de Visconde.

Como poeta, escritor, promotor do teatro e introdutor do Romantismo em Portugal, salientam-se as obras Camões e Dona Branca, o Romanceiro, Viagens na minha Terra, O Arco de Santana, Frei Luís de Sousa, Folhas Caídas e Flores Sem Fruto.

Morre a 9 de dezembro de 1854 e está sepultado no cemitério dos Prazeres em Lisboa.